A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a terceira fase da Operação Coffee Break, que apura um esquema de fraudes em licitações públicas para fornecimento de materiais didáticos a prefeituras do interior de São Paulo.
Na fase anterior da operação, a PF teve como alvo Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo, além da execução de medidas de constrição patrimonial autorizadas pela Justiça.
A nova fase dá continuidade à operação iniciada em novembro do ano passado, quando a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.
Carla Ariane Trindade é investigada sob suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado pelos investigadores como pivô do esquema.
Segundo a Polícia Federal, André Mariano teria contratado Carla Ariane para obter vantagens junto ao governo federal.
Em uma agenda apreendida durante as investigações, o nome dela aparece acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar que manteve com o presidente.
A PF sustenta que recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados à compra de materiais didáticos foram desviados por meio do direcionamento e do superfaturamento dos contratos.
