A denúncia apresentada pelo deputado Lucas Polese joga luz sobre um episódio que, se não fosse trágico, seria cômico. O diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, teria sido beneficiado com cerca de R$ 3,2 milhões em indenização por desapropriação de área atingida por uma obra do próprio órgão que ele dirige. Sim, você leu certo: o chefe da caneta também estaria do outro lado do balcão.
A rapidez no pagamento, os valores envolvidos e, principalmente, o evidente conflito moral de um gestor público ser beneficiado por uma decisão administrativa ligada à estrutura que ele comanda. E onde entra o governador Renato Casagrande nessa história? No papel de espectador silencioso. Até o momento, nenhuma reação firme, nenhuma iniciativa pública contundente para afastar dúvidas ou determinar uma apuração imediata com transparência total.
O caso foi levado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa para apuração, mas isso não diminui a necessidade de uma resposta imediata e pública por parte de Casagrande. Esperamos que os deputados convoquem o Sr. Freitas para prestar todos os devido esclarecimentos para a população capixaba!
